Índice de Custo de Vida em Florianópolis, medido pela Udesc Esag, volta a subir em fevereiro Quinta-feira, 05 de Março de 2026

Mensalidade escolar e alimentação no domicílio protagonizam a alta

Mensalidade escolar e alimentação no domicílio protagonizam a alta

O Índice de Custo de Vida (ICV) de Florianópolis registrou em fevereiro alta de 0,79%. Calculado e divulgado desde 1968 pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Fundação Esag (Fesag), o ICV de fevereiro foi 0,17% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Mensalidade escolar e alimentação assumiram lugar de destaque nessa alta.

“O que pesou em fevereiro principalmente foi a correção no preço das anuidades escolares, o que é comum por ocorrerem sempre nessa época, e a alimentação no domicílio, quando alguns itens subiram acima da expectativa, com o leite, ovos e carnes”, avalia o coordenador do ICV, Hercilio Fernandes Neto.

O ICV reflete a variação de preços que incidem sobre o orçamento das famílias florianopolitanas com renda entre um e quarenta salários-mínimos. O cálculo considera a comparação de preços de 297 itens, coletados entre os dias 1º e 28 de fevereiro. Dos 297 itens pesquisados 117 apresentaram aumento de preços; 105 permaneceram estáveis e 75 registraram queda.

Com o resultado do mês, o acumulado no ano atinge 1,21%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses soma 4,54%.

A alta de 0,79% representa aceleração tanto na comparação com janeiro deste ano, quando o índice foi de 0,42%, quanto em relação a fevereiro de 2025, que havia registrado 0,62%. No acumulado de 2026, o custo de vida na Capital já soma 1,21%. 

Educação lidera altas

O grupo Educação foi o que apresentou maior variação em fevereiro, com aumento de 5,36%. O principal impacto veio dos cursos regulares, que subiram 8,61%, movimento típico do início do ano letivo. Em contrapartida, os itens de papelaria recuaram 5,24%.

Habitação também pressionou o orçamento das famílias, com alta de 0,99%. Aluguel e taxas subiram 1,42%, enquanto artigos de limpeza e materiais para pequenos reparos avançaram 1,34% e 1,30%, respectivamente.
Já o grupo Artigos de Residência teve elevação de 1,64%, influenciado principalmente pelo aumento nos preços de aparelhos eletrônicos (2,85%) e móveis (1,43%).

Alimentação segue em alta

O grupo Alimentação e Bebidas registrou aumento de 0,48%. Dentro dele, a alimentação no domicílio avançou 0,88%, com destaque para hortaliças e verduras (4,65%). A couve-flor subiu 8%, a beterraba 5,95% e a alface 2,73%.

Também pesaram no bolso as altas em aves e ovos (2,38%), leites e derivados (2,29%) e tubérculos, raízes e legumes (2,22%). O feijão preto (6,17%), o milho de pipoca (6,60%) e a costela bovina (4,97%) estão entre os itens que mais subiram no mês.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter uma alta maior. As frutas tiveram queda média de 0,41%, com destaque para o mamão, que recuou 10,40%. Panificados (-0,98%) e farinhas, féculas e massas (-1,16%) também ficaram mais baratos, com redução de 4,07% na farinha de trigo.

A alimentação fora de casa apresentou leve recuo de 0,12%. Apesar da forte alta no suco de fruta (12,64%) e no café (6,33%), o preço do lanche caiu 1,21%, equilibrando o resultado do grupo.

Transporte e saúde

O grupo Transportes subiu 0,81% em fevereiro. A principal influência veio do transporte público (1,80%), especialmente das passagens aéreas, que aumentaram 7,23%. Veículo próprio (0,66%) e combustíveis (0,50%) também registraram elevação.

Em Saúde e Cuidados Pessoais, a variação foi mais moderada: 0,08%. Produtos e serviços de cuidados pessoais subiram 0,27%, enquanto itens farmacêuticos e óticos ficaram praticamente estáveis.

Quedas em vestuário e despesas pessoais

Entre os grupos que apresentaram retração, Vestuário caiu 0,93%, puxado pela redução nos preços de roupas (-1,86%) e joias e bijuterias (-1,92%), apesar da forte alta em tecidos e armarinhos (15,53%).

Despesas Pessoais também recuaram 0,34%, com quedas em recreação (-0,62%), fotografia e filmagem (-2,12%) e fumo (-0,34%).

Com o avanço registrado em fevereiro, o custo de vida em Florianópolis mantém trajetória de alta em 2026, pressionado principalmente por reajustes sazonais na educação e aumentos em itens essenciais como alimentos, habitação e transporte.

Núcleo de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Magali Moser
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br