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É comum a expressão “estou bem em termos econômicos e mal financeiramente”, dita por empresários e indivíduos. Apesar de referir-se a conceitos aparentemente simples, será que de fato identificamos com clareza seu significado?
Traduzindo tal expressão de forma direta, a empresa está em boa situação econômica quando dá lucro (tem rentabilidade), e em boa situação financeira quando gera superávit de caixa (tem liquidez).
As relações entre rentabilidade e liquidez podem ser resumidas através das seguintes hipóteses: HIPÓTESE 1 Econômica (rentabilidade) Boa Financeira (liquidez) Boa HIPÓTESE 2 Econômica (rentabilidade) Boa Financeira (liquidez) Ruim HIPÓTESE 3 Econômica (rentabilidade) Ruim Financeira (liquidez) Boa HIPÓTESE 4 Econômica (rentabilidade) Ruim Financeira (liquidez) Ruim
A hipótese 1 retrata as condições ideais, ou seja, de uma empresa que aufere lucros, está com os compromissos em dia, e ainda apresenta folga de caixa. As demais indicam condições gradativamente piores.
A hipótese 2, embora inferior à 1, é superior à 3, porque a empresa lucrativa abre a possibilidade de ter liquidez no futuro.
Já a 3 é superior à 4, ao menos por permitir o fechamento do negócio por iniciativa própria, enquanto a 4 reflete um caso de difícil solução.
Interessa também a situação patrimonial, que indica se a empresa está com nível de endividamento adequado.
Se esse nível é baixo, a empresa pode recorrer a empréstimos, oferecendo sólidas garantias, seja para investimentos, com vistas ao aumento de rentabilidade, seja para reforço do capital de giro, visando melhorar a liquidez, a custo relativamente atraente, face ao baixo risco para o credor.
Se o endividamento é alto, as condições de obtenção de empréstimos ficam prejudicadas, com poucas possibilidades de melhoria de liquidez e rentabilidade.
O conhecimento desses fatos põe à prova a habilidade do empresário no tratamento adequado desses fatores, com vistas a manter um equilíbrio entre rentabilidade, liquidez e endividamento.
Data: janeiro 2008 |